Continuando a crescer, o crocodilo realizou o seu sonho, mas o rapazito não acabou por realizar o seu. Como não havia ilhas, nem costas ali perto, ele resolveu procurar amigos para além do crocodilo.
Certo dia teve a ideia de ir dar um mergulho e encontrou, no fundo do mar, rochas umas por cima das outras. Parecia que atrás estava uma sereia. E, como ele era tão curioso, num piscar de olhos foi lá ver. Era mesmo uma sereia, que era deslumbrante. Mas ela parecia estar tão triste, a chorar, que nem o viu. De repente, ele chama-a:
- Ei! Ei! Olá!
Ela vira-se rapidamente e começa a fugir com medo dele; no entanto ele diz:
- Não tenhas medo, eu não faço mal, vejo que estás triste e sozinha! Eu também estou sozinho, se quiseres podes falar comigo.
Ela aproximou-se, começou a contar a sua história:
- Eu chamo-me Azuliana, estou triste porque as minhas amigas acham que sou diferente delas.
- Porquê? - perguntou ele.
- Porque eu dentro da água sou uma sereia igual às outras, tenho cauda, respiro cá dentro, mas também posso ir para fora de água, não sei o que me acontece, é por magia, fico com pernas.
- Nem estou a acreditar no que estou a ouvir, parece que estou a sonhar! É por isso que elas não andam contigo?
- É isso mesmo! - disse ela.
- Não faz mal, eu vou-te levar a conhecer a minha ilha, já que podes ir para fora de água. Olha, é mesmo bonita, tem muitas cores, verde da vegetação, roxo, rosa, laranja das flores e azul do mar.
- Ai é? Nesse caso vamos lá conhecer essa famosa ilha!
- Ah! Eu aproveito para te contar a minha história pelo caminho!
E assim foram andando e ficaram amigos.
Depois de alguns anos a ilha onde ele morava já tinha alguns habitantes, já parecia mesmo uma aldeia.
O rapaz ficou apaixonado pela Azuliana e a Azuliana por ele. Resolveram casar-se, até porque já namoravam há algum tempo. Ele, depois de casar, resolveu ter um filho, ficou rei da ilha e seguiu a sua vida. Mas faltava uma coisa, que era o nome da ilha. O rei disse:
- Vou mandar juntar o povo, e escolhemos todos juntos o nome.
Ficou Timor, porque "ti" era de trio, "mor" era amor entre eles os três, e o rei percebeu que o seu maior sonho era ter uma família.
Redacção de Daniela Silva (nº7) e Soraia Chaves (nº 18)
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