A ESCOLA

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

AS TRILOBITES (recolha de José Almeida)

As trilobites eram artrópodes marinhos que viveram exclusivamente nos mares do Paleozóico (542-251 Ma). A maioria vivia em ambientes pouco profundos, arrastando-se pelo fundo, deixando por vezes marcas fossilizadas, denominadas cruzianas (conhecidas também por bilobites), que também se encontram nesta jazida. Em Canelas os fósseis ocorrem num estrato com cerca de 100 m de espessura, de idade Ordovícica, mais especificamente do Oretaniano inferior, com cerca de 465 Ma. Esse estrato faz parte do sulco Dúrico-Beirão, tendo uma apreciável continuidade geográfica e estando particularmente bem estudado (desde o século XIX) na região de Valongo. As principais espécies encontradas em Canelas são: Ectillaenus giganteus, Hungioides boehmicus, Neseuretus avus, Nobiliasaphus delesse, Ogyginus forteyi, Placoparia cambriensis, Retamaspis melendezi, Colpocoryphe thorali conjugens. Algumas destas espécies eram cosmopolitas, outras tinham uma pequenas repartição geográfica. O gigantismo destas trilobites deve-se, em parte (30-40 %), à dilatação associada com a deformação, já que o plano da foliação da ardósia coincide com o da estratificação original.
A importância das trilobites desta jazida foi oficialmente reconhecida em 1999 com a inclusão de uma trilobite no brasão da freguesia de Canelas. Esta é a segunda representação de fósseis em heráldicas, em todo o mundo.

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