
A ESCOLA
segunda-feira, 11 de dezembro de 2006
LENDA DE SÃO PEDRO DO SUL

domingo, 10 de dezembro de 2006
Lendas de Portugal 3
Diz a lenda que a imagem de Nossa Senhora da Lapa apareceu num penedo de difícil acesso, na Beira Alta. Os devotos construíram-lhe um templo num local mais acessível, mas a imagem da Senhora fugia para o seu penedo sempre que a punham na nova capela. Este facto insólito ocorreu tantas vezes que os devotos fizeram a vontade à Virgem e construíram-lhe uma capela no penedo. E a Senhora da Lapa lá está hoje, num sítio em que, para a ver, o crente tem que entrar de lado, por mais magro que seja. Curiosamente, o crente mais gordo, de lado, entra sempre!
Um dos milagres atribuídos a esta Senhora ocorreu com um caminhante que tinha adormecido junto à capela, ao qual, pela boca entreaberta, entrou uma cobra. Aflito, o homem acordou e imediatamente invocou, no seu pensamento, a Senhora da Lapa. Conta a lenda que, no mesmo momento, a cobra virou a cabeça para fora da boca, sendo depois apanhada e morta.
Lenda recolhida por Patrícia, nº16
O PRIMEIRO HABITANTE DE TIMOR


- Estás feliz?
LENDA DO VERÃO DE SÃO MARTINHO

Há muitos, muitos anos, o soldado Martinho ia seguindo o seu caminho montado no seu cavalo, quando desabou uma violenta tempestade. O vento soprava gelado e com força. A água caía a cântaros. Martinho tentava proteger-se com a sua capa de lã.
De repente, avistou um mendigo, quase despido, que lhe estendia a mão trémula de frio em pedido de ajuda. Martinho estendeu-lhe a mão e, com a sua espada, cortou a capa de lã ao meio, cobrindo com uma metade o pobre mendigo enregelado.
Nesse mesmo instante, porém, o vento deixou de soprar, a chuva parou de cair e o céu ficou límpido e muito azul, iluminado por um sol brilhante e morno de Verão. Martinho ficou espantado, e mais ainda quando o mendigo lhe devolveu a sua capa, inteira e intacta, e, agradecendo, sorriu e desapareceu.
Preparou-se para seguir viagem, pouco defendido contra o temporal, mas feliz por ter podido ajudar a salvar aquele mendigo.
Martinho, devido à sua bondade, foi consagrado pela Igreja como Santo.
Diz a lenda que Deus, para manter vivo na memória dos homens este episódio de bondade e generosidade, todos os anos, por altura do 11 de Novembro, faz parar a chuva e o frio e cobre a Terra com um sol quente e brilhante, num céu azul. Temos, assim, o "Verão de São Martinho".
Lenda recolhida por João Cristof
sábado, 9 de dezembro de 2006
O SONHO
Pelo sonho é que vamos,
Comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não frutos,
Pelo Sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
Que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
Com a mesma alegria, ao que é do dia-a-dia.
Chegamos? Não chegamos?
-Partimos. Vamos. Somos.
Sebastião da Gama, Pelo Sonho é que Vamos
http://www.astormentas.com/gama.htm
TIMOR

Em Massacar, na ilha dos celebes, vivia um crocodilo. Isto passou-se muito antes dos tempos que já lá vão. Velho, sem velocidade para os peixes da ribeira, não teve outro recurso senão por pé no seco e aventurar-se terras adentro a ver se topava cão ou porco que lhe matasse a fome.
Andou, andou e nada topou.
Resolveu regressar, mas o caminho era longo e o sol ardia. Abrasado, sentiu o crocodilo que as forças iam faltar-lhe e que, mais passo menos passo, ficaria ali como uma pedra.
Mas o acaso fez que lhe passasse mesmo à mão e a tempo um rapaz. Este, condoído, ajudou-o a arrastar-se até à ribeira. O crocodilo ficou-lhe gratíssimo, oferecendo-se para, a partir daquele dia, o levar às costas pelas águas dos rios e do mar.
Certa vez, apertada pela fome e sem cão ou porco que a matasse, dicidiu-se a comer o rapaz. Antes, porém, para alívio da consciência, consultou os outros animais sobre se devia ou não comê-lo. Desde a baleia ao macaco todos ralharam muito com ele acusando-o de ser ingrato.
Inclinado-se perante a opinião geral e no receio de que a sua presença passasse, de futuro, a ser mal tolerada, o crocodilo dispôs-se a partir mar fora e a levar consigo o dedicado rapaz por quem, vencida a tentação, sentia amizade quase paternal.
Foi nesta disposição que convidou o rapaz a pular-lhe para as costas.
Fazendo-se, então, ao mar, nadou, onda após onda, em demanda das terras onde nasce o sol, convencido de que lá havia de encontrar um disco de oiro semelhante ao outro que o norteava. Porém, quando, já cansado de nadar, pensou em dar meia volta e regressar às terras de origem, sentiu que o corpo se lhe imobilizava e se transformava rapidamente em pedra e terra, crescendo, crescendo, até atingir as dimensões de uma ilha.
Caminhou então o rapaz sobre o dorso desta ilha, rodeou-a com o olhar e chamou-a de Timor que, em língua malaia, quer dizer oriente.
